Há pouco tempo eu havia desistido de amar. Há pouco tempo eu tinha perdido a fé nas pessoas. Há pouco tempo eu decidi não mais me entregar. Há pouquíssimo tempo dei-me conta do quanto eu não era feliz.
Até que te encontrei.
A fé ainda existia, o amor veio do nada e derrubando todas as barreiras, me entreguei sem nem pestanejar. E descobri que a felicidade só pode estar ao teu lado.
O infinito tornou-se pouco diante do que temos, e também, do que teremos.
Obrigada por ser tudo o que eu pedi a Deus. Te amo.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
terça-feira, 13 de julho de 2010
FELIZ
Ultimamente minha mente anda vazia. Nem vontade de sentar na frente do note para rabiscar algumas linhas tenho tido. Porém, tenho lido. Lendo tudo o que já escrevi até agora me dei conta da tristeza e melancolia em cada palavra escrita. A necessidade de expelir a dor sempre foi absurda, escrever fazia doer menos. Era como se a tela compreendesse minhas angústias e me desse colo. Saía da frente do note mais leve e mais confortada.
Só agora me dei conta do quão lamentável era isso. Buscar aconchego em uma máquina. No mínimo trágico. Era o que eu tinha no momento e não vou dizer que não me ajudou a manter a cabeça no lugar. Ajudou muito. Evitou muitas lágrimas. Enxugou algumas outras.
Creio que nesse meio tempo longe das palavras, eu pude me enxergar, consegui ver além. O meu autoconhecimento tão buscado veio até mim sem que eu precisasse procurá-lo com tanto desespero. O mesmo aconteceu com o amor. Eu, tão exigente, tão chata, tão cheia de manias. Eu com cinco relacionamentos frustrados na bagagem. Convenci-me de que tinha que cuidar de mim e a vida que cuidasse do resto. Decidi que não queria mais nada frustrado, então parti pra outra: viver eu mesma, comigo mesma.
Incrivelmente coisas boas começaram a acontecer, um relacionamento inesperado daqueles que treme as pernas, daqueles que toda mulher sonha, mas nem toda admite. Amigos reais, de todo, que são tudo. Poucos e indispensáveis. Amor por todos os lados. Pouco tempo para tudo isso? Até pode ser para aqueles que têm medo da intensidade.
Eu não tenho mais medo, eu tenho necessidade de vida, vida plena, com amores, amizades, lealdade e dedicação. Eu tenho amor demais dentro de mim para viver sem me doar. Isso me alimenta. Me faz feliz.
Só agora me dei conta do quão lamentável era isso. Buscar aconchego em uma máquina. No mínimo trágico. Era o que eu tinha no momento e não vou dizer que não me ajudou a manter a cabeça no lugar. Ajudou muito. Evitou muitas lágrimas. Enxugou algumas outras.
Creio que nesse meio tempo longe das palavras, eu pude me enxergar, consegui ver além. O meu autoconhecimento tão buscado veio até mim sem que eu precisasse procurá-lo com tanto desespero. O mesmo aconteceu com o amor. Eu, tão exigente, tão chata, tão cheia de manias. Eu com cinco relacionamentos frustrados na bagagem. Convenci-me de que tinha que cuidar de mim e a vida que cuidasse do resto. Decidi que não queria mais nada frustrado, então parti pra outra: viver eu mesma, comigo mesma.
Incrivelmente coisas boas começaram a acontecer, um relacionamento inesperado daqueles que treme as pernas, daqueles que toda mulher sonha, mas nem toda admite. Amigos reais, de todo, que são tudo. Poucos e indispensáveis. Amor por todos os lados. Pouco tempo para tudo isso? Até pode ser para aqueles que têm medo da intensidade.
Eu não tenho mais medo, eu tenho necessidade de vida, vida plena, com amores, amizades, lealdade e dedicação. Eu tenho amor demais dentro de mim para viver sem me doar. Isso me alimenta. Me faz feliz.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
ORDENS MÉDICAS
Um dia, do nada, tu acorda e ouve do teu médico que tem que mudar toda tua vida. “Mas como assim?”. “Ué, tu fica doente sempre, alguma coisa está errada, não está?”
“E como eu faço isso caramba?”
Pois é, estresse demais, brabeza demais, cachorros dormindo na cama. CORTA TUDO. Tem que arrumar tempo pra fazer exercício físico diariamente. Tem que estressar-se menos no trabalho com uma penca de gente infernizando tua vida há seis anos. Tem que preocupar-se menos com a família que precisa demais de ti. Tem que saber relaxar mesmo quando o mundo desmorona na tua cabeça. Quando o idiota do teu ex (que ao invés de fazer bem feito o que tinha que fazer no tempo que teve) resolve mexer nas tuas feridas mandando tuas flores prediletas no dia do teu aniversário, tem que relevar, ele não quis te magoar.
Tu vive boa parte da tua vida lutando, construindo coisas, se apegando em outras. Abrindo mão de si mesma para ser aceita por motivos ridículos. Cresce no meio de guerra e querem que tu seja meiga. Vive no meio de cobras e querem que tu seja condolente. As pessoas vivem tentando te ferrar e tu precisa ignorar e move on.
É, realmente, estou totalmente perdida. Não sei o que fazer para relaxar, não sei o que fazer para ignorar essas pessoas que me fazem mal, não sei mais agüentar um trabalho que não me acrescenta nada e só me causa estresse, não sei acreditar que meu chefe seja apenas uma pessoa boa me fazendo caridade, não sei o que fazer para não sentir ódio de um ex namorado que me magoou profundamente. Não sei dormir sem meus cachorros. NÃO SEI POXA!!!!
Aprendi tanta coisa durante minha vida, mudei tanta coisa, mas ainda não é o suficiente. Chegou o momento. O MOMENTO. Radicalizar ou continuar vivendo uma vida pela metade, sempre doente e com problemas ali ou aqui. “Pensa em ti”diz o médico. Como se fosse fácil. Se eu soubesse pensar só em mim já tinha largado toda essa merda e me sumido daqui.
Não sei ser assim, mas terei de aprender. As conseqüências disso, só Deus sabe. Mas preciso cuidar mais de mim. O médico mandou.
“E como eu faço isso caramba?”
Pois é, estresse demais, brabeza demais, cachorros dormindo na cama. CORTA TUDO. Tem que arrumar tempo pra fazer exercício físico diariamente. Tem que estressar-se menos no trabalho com uma penca de gente infernizando tua vida há seis anos. Tem que preocupar-se menos com a família que precisa demais de ti. Tem que saber relaxar mesmo quando o mundo desmorona na tua cabeça. Quando o idiota do teu ex (que ao invés de fazer bem feito o que tinha que fazer no tempo que teve) resolve mexer nas tuas feridas mandando tuas flores prediletas no dia do teu aniversário, tem que relevar, ele não quis te magoar.
Tu vive boa parte da tua vida lutando, construindo coisas, se apegando em outras. Abrindo mão de si mesma para ser aceita por motivos ridículos. Cresce no meio de guerra e querem que tu seja meiga. Vive no meio de cobras e querem que tu seja condolente. As pessoas vivem tentando te ferrar e tu precisa ignorar e move on.
É, realmente, estou totalmente perdida. Não sei o que fazer para relaxar, não sei o que fazer para ignorar essas pessoas que me fazem mal, não sei mais agüentar um trabalho que não me acrescenta nada e só me causa estresse, não sei acreditar que meu chefe seja apenas uma pessoa boa me fazendo caridade, não sei o que fazer para não sentir ódio de um ex namorado que me magoou profundamente. Não sei dormir sem meus cachorros. NÃO SEI POXA!!!!
Aprendi tanta coisa durante minha vida, mudei tanta coisa, mas ainda não é o suficiente. Chegou o momento. O MOMENTO. Radicalizar ou continuar vivendo uma vida pela metade, sempre doente e com problemas ali ou aqui. “Pensa em ti”diz o médico. Como se fosse fácil. Se eu soubesse pensar só em mim já tinha largado toda essa merda e me sumido daqui.
Não sei ser assim, mas terei de aprender. As conseqüências disso, só Deus sabe. Mas preciso cuidar mais de mim. O médico mandou.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
MAIS UM GRANDE FATO
Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!
Bob Marley
Bob Marley
segunda-feira, 14 de junho de 2010
DIREÇÕES
Maldita criatura desenfreada. É, maldita sim. Nasceu sem freio e não costuma levar um freio de mão na bolsa. Depois se ferra. Sai por aí batendo em postes e não sabe explicar o porquê.
É quando começa a pensar, quando está fazendo os curativos nas partes que quebrou ou esfolou; porque a estas alturas, ela nem procura mais ajuda pra isso, já sabe se virar bem. Horas inteiras se passam, já fez os curativos, mas não chegou a nenhuma conclusão.
Era claro como um dia de sol o que iria acontecer, a velocidade alta, a curva no caminho, o maldito poste.
Quando recobrou a consciência nada mais havia ali, só as manchas de sangue nos curativos a trocar, mais uma vez, sozinha. Afinal, ela mesma tinha acelerado na direção errada.
É quando começa a pensar, quando está fazendo os curativos nas partes que quebrou ou esfolou; porque a estas alturas, ela nem procura mais ajuda pra isso, já sabe se virar bem. Horas inteiras se passam, já fez os curativos, mas não chegou a nenhuma conclusão.
Era claro como um dia de sol o que iria acontecer, a velocidade alta, a curva no caminho, o maldito poste.
Quando recobrou a consciência nada mais havia ali, só as manchas de sangue nos curativos a trocar, mais uma vez, sozinha. Afinal, ela mesma tinha acelerado na direção errada.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
MARIA EDUARDA

Maria Eduarda, 30 anos, bem resolvida e bem sucedida profissionalmente. Linda, exuberante e cativante. Por onde passa provoca cochichos. Poucos amigos, pois se tornou seletiva com o passar dos anos. De origem humilde, batalhou muito para conquistar o que tem hoje. Mulher de garra, forte, daquelas que todos admiram, mas que poucos suportam.
As mulheres talvez por quererem ser iguais e não conseguirem. Os homens talvez por se sentirem intimidados ou simplesmente por não saberem lidar com tanta independência.
Realmente uma pergunta para muitas respostas.
Chegando do trabalho, ela joga sua bolsa num canto e se serve uma taça de vinho, um bom banho, um bom livro ou um seriado preferido na TV. Momentos de paz que vêm se sucedendo faz um tempo. Momentos de completude com ela mesma. Ocasiões extremamente raras até poucos meses atrás. Antes seria tormento, hoje Maria se sente livre e leve.
“O que mudou?” ela se pergunta, deitada em sua cama quando o livro simplesmente cai sobre seu peito e a deixa livre para divagar. O que exatamente a tornou uma mulher tão diferente e tão assustadora ao mesmo tempo? “Porque assustadora?” ela pensa. A resposta é clara: se não o fosse, tantas pessoas não fugiriam ou se afastariam sem nenhum motivo aparente. O motivo é bem mais profundo do que aparente.
“Porque tantos relacionamentos que não deram certo? Porque amizades que eram para ser eternas acabaram? Porque o homem que ela um dia acreditou ser o amor de sua vida não está mais ali?”
Tantos questionamentos, poucas explicações.
O que mais espanta Maria Eduarda são seus relacionamentos e seus desfechos. Ela sempre ouve que é incrível, generosa, única, linda, completa, e mais uma penca de blábláblá, mas nunca nenhum cara deu tudo de si para ficar com ela, nunca nenhum homem a tratou da forma como a descrevia. Então por que abrir a boca para tantos elogios que na verdade os afugentam ao invés de cativá-los? Nunca nenhum desses relacionamentos durou “for ever and after”. Já recebeu pedidos de noivado, ouviu promessas não cumpridas e por aí vai. Tudo isso a ensinou muita coisa. Sempre que caiu levantou mais forte.
Mas a dúvida nunca a deixou: ser tão completa assim ajuda ou só atrapalha? Ouvir que ela é a mulher ideal não a trouxe nenhum relacionamento ideal. Talvez um dia Maria Eduarda descubra os porquês, ou não. Ela tem orgulho demais da mulher que é para permitir-se ser moldada conforme o que o mundo está acostumado. Ela é Maria Eduarda, apenas uma mulher diferente do resto, apaixonada por si mesma e buscando seu lugar no mundo, em um mundo onde ela possa ser quem ela realmente é. Sem sustos, sem fugas, sem falsas promessas e elogios ocos. Afinal, Maria tem conteúdo e, qualquer coisa oca, já não serve mais.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
SOLIDÃO E AMOR

Palavrinha bem ambígua essa. Pode ser interpretada de inúmeras maneiras, conforme o que se passa dentro de cada um de nós.
Para Maria pode ser ter alcançado todos os objetivos que traçou para si mesma e, depois de tanto tempo, olhar para os lados e sentir-se vazia, sem nada, simplesmente e profundamente só.
Para João pode ser passar um final de semana em casa sem os amigos. Para Rose, não ter os filhos por perto.
Para Carolina sentir vontade de ver um filme e não ter com quem ir ao cinema. Para Maurício tirar um dez na dissertação do mestrado e não ter mais os pais vivos para dividir a alegria com eles. A solidão entra em cena no nosso dia a dia das formas mais diversas, desperta às vezes tristeza, às vezes revolta, às vezes nada: só vazio.
Para mim a solidão é ter amigos, ter família (por mais tumultuada que seja) que me ama muito, ter um bom emprego, reconhecimento profissional, beleza física, inteligência, força, garra, meus amores de cachorros que sempre quis e que amo mais que tudo, possibilidades de um futuro brilhante. Resumo isso em ter tudo e não ter nada. Isso significa que aprendi a me amar, me admirar, me bastar e que não tenho com quem dividir tudo. Para mim, esta é a maior solidão: a ausência do grande amor, da reciprocidade, da paixão, do aconchego.
A grande e avassaladora solidão é redescobrir a si mesma, dar-se conta que consegue sem problemas passar fins de semana sozinha, filmes e shows com amigos, fazer compras sozinha, um barzinho com amigos, pegar um cineminha sozinha e até fazer os consertos da casa sozinha, mas querer dividir tudo isso com outra pessoa. E essa pessoa não existir na minha vida.
Hoje eu descobri minha grande solidão: o excesso de sentimentos que tenho dentro de mim e que quero muito dividir com alguém, e receber também. E hoje descobri que não tenho essa pessoa.
Pergunto-me se essa não é a grande origem do individualismo, dos relacionamentos sem comprometimento, da enormidade de divórcios, das famílias destruídas e das inúmeras doenças espalhadas por aí. Onde está o amor? Onde está a crença do amor eterno e do “para sempre juntos da saúde e na doença”? Não existe mais? Será que um dia existiu? Sinceramente, questiono se não foram apenas convenções sociais aplicadas pela sociedade durante tanto tempo.
E o amor. Eu acredito no amor. Eu acredito que a sensação de solidão que tenho é justamente a ausência desse amor, sem convenções, sem historinhas para boi dormir. Só amor, fazer o bem simplesmente por amar, pela recompensa do sorriso no rosto amado. O amor que tem necessidade de ver o outro feliz, que se alimenta disso. Nesse amor eu acredito. Acredito tanto porque acho que é esse o motivo que faz a solidão teimar em não ir embora mesmo eu sendo uma mulher bem resolvida e independente. Preciso disso, cuidar e ser cuidada, amar e ser amada. Daquele amor que falam os poemas do Vinícius.
Será que as pessoas acreditam também ou vão continuar se alimentando de carros novos, profissões milionárias, status e relações em curto prazo? O que as pessoas fizeram com o mais genuíno dos sentimentos? As pessoas sentem-se sós, ficam depressivas, procuram ajudas nos antidepressivos da vida, mas não olham pra dentro de si mesmas para buscar o verdadeiro motivo. O verdadeiro caos interno causado por si mesmos. Dizem que a depressão é o mal do século. Já foi uma vez, no Romantismo, onde a ausência do amor fazia com que as pessoas não quisessem mais viver. E hoje, a solidão, a depressão, o amor? As pessoas vêem ligação entre essas palavras ou eu nasci no planeta errado?
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